segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Brasil vira 2º melhor mercado imobiliário



SP saltou de 26º lugar para a 4ª posição nas prioridades dos investidores estrangeiros

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE/ GENEBRA - O Estado de S.Paulo
O boom de construções no Brasil passa a ser a principal novidade no mercado imobiliário mundial e o País se transformará em 2012 no segundo lugar mais atraente para investidores estrangeiros, superando a China e toda a Europa. Uma pesquisa publicada ontem pela Associação de Investidores Estrangeiros no Setor Imobiliário (Afire, sigla em inglês), apontou ainda São Paulo como a quarta cidade mais atraente para aplicações em imóveis entre as grandes metrópoles internacionais no ano.
A pesquisa mostra que, apesar da crise, o mercado americano ainda é o que oferece as opções de investimentos em imóveis comerciais mais estáveis e seguras do mundo. Segundo a entidade, a crise já começa a dar sinais de estar sendo superada nos Estados Unidos, pelo menos no setor imobiliário. Preços de aluguéis, pela primeira vez desde 2008, começam a subir.
Se a liderança é dos Estados Unidos, a pesquisa mostra que o boom brasileiro no setor da construção fez do País passou a atrair um interesse global. O grande destaque é a cidade de São Paulo. No ranking elaborado no ano passado, a capital paulista era a 26.ª na lista de prioridades de investidores estrangeiros.
Na classificação de ontem, subiu para a quarta posição. O local preferido de investidores em 2012 será Nova York, seguido por Londres e Washington. São Paulo superou a cidade de Frankfurt e todas as capitais de países da zona do euro e das economias dos Brics.
O crescimento da economia, eventos esportivos e as garantias legais são os fatores que transformam o País e a cidade em uma das prioridades de investidores.
"O Brasil passou a ser considerado como um lugar muito mais seguro para investir e um local onde se consegue uma boa apreciação de capital", afirmou o CEO da entidade, James Fetgatter.
Para realizar a pesquisa, a associação consultou investidores com um portfólio total de US$ 874 bilhões pelo mundo.
42% dos entrevistados apontaram que planejam investimentos nos Estados Unidos em 2012 como o lugar que oferece as melhores oportunidades. Em 2011, porém, 64% dos entrevistados havia escolhido o mercado americano.
'Roubo' de investimentos. Segundo a pesquisa, o Brasil "roubou" investimentos dos Estados Unidos. Hoje, 18,6% dos entrevistados indicam que o País oferece as melhores oportunidades de retorno de investimentos no setor imobiliário. Em 2011, apenas 4,4% dos entrevistados escolheram o Brasil para investir.
Com o resultado, o Brasil superou a China na lista das preferências dos investidores imobiliários. Entre os emergentes, a classificação é seguida pela Turquia, enquanto Vietnã e Índia sofreram quedas.
Na Europa, a crise envolvendo o euro e a possibilidade de recessão em 2012 praticamente tirou o continente da lista dos locais preferidos por investidores. Nem mesmo a Alemanha resistiu e desabou no ranking organizado pela entidade.
Preços altos. A pesquisa destaca que os Estados Unidos ainda são muito almejados e foram o segundo país, depois da Grã-Bretanha, a atrair mais investimentos estrangeiros em 2011, segundo dados preliminares da Real Capital Analytics.
"O ponto baixo é que o país não promete muita valorização de capital, pois os maiores mercados já estão com preços altos", disse Fetgatter.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vendas de material de construção caem 1,7% em novembro



SÃO PAULO - As vendas da indústria de materiais de construção tiveram queda em novembro de 1,7% em relação a outubro. Já no acumulado de onze meses, os dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) apontam crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Ainda assim, o desempenho está abaixo dos 9% estimados no início do ano pela Associação. O presidente da Abramat, Walter Cover, atribui essa queda à desaceleração das obras dos programas de governo PAC e "Minha Casa Minha Vida", assim como à restrição do crédito e ao crescimento das importações.
Cover deverá se reunir hoje com ministro da Fazenda, Guido Mantega. A Abramat pleiteia maior desoneração fiscal, a execução mais intensa das obras dos programas de governo e ações de defesa comercial para o setor.

Fonte: AE - Agencia Estado

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Índice da Construção Civil aumenta 0,37%


O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou elevação de 0,37% em novembro na comparação com o mês anterior, após subir 0,38% em outubro, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
O indicador, apurado em parceria com a Caixa Econômica Federal, desacelerou na comparação com novembro de 2010, quando teve alta de 0,69%. Entre janeiro e novembro deste ano, o aumento acumulado é de 5,52%, variação menor que a verificada no mesmo período de 2010, de 7,08%. Em 12 meses encerrados em novembro, o Sinapi apresenta alta de 5,79%, também abaixo dos 6,13% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que havia fechado outubro em R$ 805,67, passou, em novembro, para R$ 808,65, sendo R$ 445,35 relativos aos materiais e R$ 363,30 à mão de obra.
A parcela da mão de obra apresentou alta de 0,82% em novembro, acelerando em relação à taxa de 0,40% contabilizada um mês antes. Já os preços dos materiais subiram menos que em outubro, com o indicador passando de 0,36% em outubro para 0,01% em novembro.
 
Neste ano, a mão de obra acumula alta de 9,60%, enquanto os materiais têm elevação de 2,41%. Nos 12 meses finalizados em novembro, os preços subiram 9,67% e 2,85%, respectivamente.


Pressionado pelos reajustes salariais no Rio Grande do Norte e em Pernambuco, o Nordeste teve a maior alta de preços entre as regiões brasileiras de outubro a novembro (0,95%) em novembro. A menor variação foi verificada no Sudeste (0,01%). No Centro-Oeste, no Sul e no Norte, os aumentos foram de 0,74%, 0,06% e  0,11%, respectivamente.
Fonte: (Francine De Lorenzo | Valor)